domingo, 30 de novembro de 2008

Meu passeio pelo Porto da Barra e pelo Forte de São Diogo





Ainda sonolento, olhei pela janela e percebi que o dia estava clareando . Minha mulher se levantou e eu lhe perguntei : nega, que horas são ? quatro horas e alguma coisa, disse ela, que já havia feito um cafezinho cujo cheirinho se espalhava pela casa. Nega, me dá um cafezinho ? Logo retornou ela trazendo a minha canequinha de vidro pela metade . Tomei o café, me acomodei novamente na cama e dormi até depois das sete... Aí então fiquei pensando : o que vou fazer esta manhã ? Depois do banho e de uma pequena refeição , dei um beijo na testa da minha mulher e fui para o ponto de ônibus. O primeiro que passou me levou até a Perini , onde fiquei por uma meia hora batendo papo com um amigo. Voltei para o ponto de ônibus existente em frente a loja e o primeiro ônibus que apareceu , trazia a bandeira de BARRA . Não tive dúvidas. Vou dar uma volta na Barra. Tinha no bolso a minha digital, que precisava ser testada e nada melhor do que a Barra para apanhar umas belas paisagens, ainda mais se tratando de um sábado...
Pois é ... desci em frente à praia do Porto da Barra e comecei a circular pelo passeio recém-reformado. Ainda era cedo. Cerca de dez da manhã, mas as pessoas já começavam a chegar, principalmente vendedores de tudo o que você possa imaginar que possa necessitar na praia . Parei curioso a olhar um camarada junto a um carro estacionado perto do passeio, que tentava a todo custo acender uma pequena churrasqueira daquelas familiares eu se compram em supermercados. Já havia gasto umas três caixas de fósforos e nada de fogo !. A intenção era fazer churrasquinho para vender junto com algumas bebidas... Quando me afastei, ainda não havia conseguido acender os carvões...Vendedores de tangas coloridas as expunham na balaustrada , carros com as malas abertas serviam de vetrines para a mostra de lembranças da Bahia, sandálias japonesas enfeitadas...O que não faltava , eram vendedores de protetores solares , de óculos escuros , baianas do acarajé começando a se arrumarem , enfim, começava a fervilhar o movimento no Porto da Barra e a praia já tinha um bom público. Na Praia do Porto há uma área reservada para moradores antigos que jogam peteca, algo que já é tradicional no local. Parei, olhei, admirei o mar. Itaparica lá ao longe. Barcos e lanchas fundeados na enseada e, um pouco mais ao longe uma pequena quantidade de barcos com pescadores pacientes e insistentes pretendendo pegar alguns peixinhos para a muqueca do dia . Era cedo . Fotografei o Forte de Santa Maria com uma quantidade de barcos no seco , como sempre faço. Nossa Senhora , já virou mania fotografar esse tal forte. Acho que é uma doença. Mas, hoje, fiz algo diferente . Disse para mim mesmo : vou até o Forte de São Diogo. Estava pertinho e fui ! O Forte está posicionado numa pequena elevação à direita da praia onde Tomé de Souza desembarcou. Subi a escada principal e fui ter numa espécie de plataforma, a primeira, de onde se tem uma maior visão da paisagem e lá está um canhão que , apesar de tanto tempo transcorrido desde a sua fabricação, não foi aposentado . Ele tem uma função social que é aquela de disparar um tiro de pólvora seca todos os dias , com o soldado vestido de época , avisando ao bairro que os dois ponteiros dos relógios têm que estar juntinhos, um em cima do outro e apontando o 12 , fazendo a mesma coisa que o Pe. Faz no Rio Vermelho, quando o sino da igreja dá as horas . Como o forte está aberto à visitação pública, muitos turistas presenciam a cerimônia do tiro. É desnecessário dizer que o domínio da visão da Baía de Todos os Santos, é praticamente, total, pelo menos da entrada da Baía, afinal a localização foi criteriosamente escolhida por militares , com essa finalidade . Continuando a visita ao forte, descobri outros locais. O curioso é que ele hoje estava fechado ao público, pois estava sendo preparado o ambiente para a realização de um casamento. É costume se alugar espaços assim , para se conseguir uma graninha que é destinada a conservação do patrimônio que, diga-se de passagem, está muito bem cuidado. Mas se a minha finalidade era encontrar posições e ângulos para tirar fotos, garanto que acertei na mosca ! Fiz a festa ! Do forte , escolhendo uma série de ângulos , consegui belas fotos não apenas da praia comol ( novamente ) do Forte de Santa Maria . Fotos de pescadores solitários embarcados e até de um navio meio esquisito, que parece ter sido feito a facão, pois é, praticamente, um caixão, e foge à linha padrão dos navios que conhecemos. No momento da foto de hoje, estava saindo um navio que transporta veículos da Ford produzidos na Bahia e que saem do porto de Aratu. Quer dizer, um navio especial para um transporte de uma carga também especial. Tudo bem, mas que é horrível, isto é...mas, nem por isto deixei de registrar a imagem, afinal de contas, só ele estava saindo.. Só que faço questão de repetir que nunca vi um navio tão feio....Chegou a hora de voltar. Tomei o meu ônibus . Quando chegamos em frente ao farol, o trânsito começou a emprerrar e ficou emperrado por cerca de 40 minutos por causa de uma manifestação em favor da prevenção contra o Câncer. Por aqui é assim. Resolvem fazer uma manifestação, ocupam as ruas e o trânsito e os passageiros que se danem. Como o ônibus andava e parava, andava e parava , de dentro dele mesmo eu fotografava as piscinas da praia do Farol, que ficam quando a maré baixa. É um banho de mar tranqüilo e seguro . Ainda mais, que o dia estava bom e o sol não estava muito quente, mas, dentro do ônibus , fazia calor sim. Finalmente conseguimos passar por aquela multidão, por aquele carro de som e o motorista sentou o pé, deslisando pelo o asfalto em direção ao Rio Vermelho, só parando em dois sinais vermelhos e invadindo outro, onde desci.

O próximo passeio não sei onde será, mas prometo que eu lhes conto .

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Foto de Sarnelli 29.11.2008


2 comentários:

Anônimo disse...

Bartolo, assim não vale! Me deixas com uma vontade imensa de conhecer Salvador!
Adorei o teu passeio!
Bia

EMERSON disse...
Este comentário foi removido pelo autor.