sábado, 21 de setembro de 2013

Falando em pizzas



Amigas e amigos ,

Este é um rascunho de uma mensagem eu resolvi transformar num pequeno conto ou crônica , numa época e que vivemos de pizzas, portanto estou cuidando  de um assunto em evidência.

Querida amiga,

mesmo que você não leia na hora, vou responder . Quando reabrir o micro ,  vai dar de cara , com a minha mensagem. 

Claro que sim. Pizza é uma das melhores coisas de nossos cardápios. Pena que também se aplica a uma coisa tão ruim.

Essa parte é sua e eu vou " trabalhar" sobre ela. Fui fazer uma pesquisa , pois eu já tinha uma ideia da coisa há muito tempo. Corri para o São Google e veja o que encontrei sobre a origem da expressão " vai dar em pizza " :Na década de 1950, os diretores do clube Sociedade Esportiva Palmeiras, de São Paulo, tiveram grandes discussões durante uma reunião. Após os momentos calorosos de bate-boca, os dirigentes resolveram deixar a confusão para trás e foram comer em uma pizzaria. Daí a expressão “acabar em pizza” ganhou o significado de “não vai dar em nada, vai acabar tudo na mesma”.    Você sabia , amiga? Aposto que não ! Nos acostumamos com a expressão ,  sabendo o seu significado , mas não a sua origem. A maioria das pessoas ,  repete a expressão à exaustão , sabendo o que quer dizer , sem , no entanto ,  saber como ela nasceu . Pelo menos , esta é a versão mais aceita, conforme pesquisei no Google ...( copiado e colado ). e esta ,  eu já conhecia .

A propósito , como a maioria das pessoas , já ando enjoado de pizzas ! Não , não é nesse sentido que você está interpretando !  Já estou enjoado mesmo. Não consigo digerir a muzzarella !.. rsrsrsrsrsr

Por outro lado, estou enojado das que os políticos preparam !

Comê-la fora de casa, não consigo , porque sou muito exigente e sei perfeitamente bem como funciona a coisa numa pizzaria de verdade. Os discos são pré-cozidos e na hora da encomenda, rapidamente colocam os aditivos em cima. Passam para o forno para, também rapidamente, derreter a muzzarela e via... despacham a moto com a pizza ou  pizzas  que vão chegar frias ao destino e a muzzarella já transformada num chiclete... que não apenas a minha cremalheira não consegue mastigar , como o estômago não consegue digerir e rejeita !

Numa determinada época , eu tive uma mercearia onde o principal mesmo era a fabricação de macarrão fresco, à vista dos clientes.  A minha casa era famosa , mas resolvi não continuar. Ficava ao lado de um restaurante e eu via como se faziam as coisas , principalmente quando o movimento esperado era grande. Se preparavam os discos, como disse,  pré-cozidos,  às dezenas , centenas,  para depois colocar o recheio na hora e conforme a  encomenda, mostrá-la ao forno e vapt-vupt...

Infelizmente, tirei a pizza da minha relação. Durante o período em que estive em Sampa com a minha esposa , junto com a família e em tratamento,  quando a coisa apertava para o jantar, telefonavam e, em minutos , tocavam a campanha. Era o motoqueiro com as pizzas, 3,4 ( éramos muitos ) ou mais ,  e uma ou duas garrafas de Coca-Cola .Das grandes . Só que eu jantava separadamente no meu horário ,  a minha sopinha ou o meu sanduba. Consegui uma certa independência. Nem esperava mais o chefe da casa , que, via de regra , principalmente à noite , chegava tarde. 

Então, voltando ao  começo de tudo.  Eu estava acostumado àquelas que eram feitas  em casa . Tiradas do forno diretamente para a mesa ,  quentinhas e crocantes . Que delícia !  A muzzarella, não era qualquer uma. Tínhamos uma marca  que derretia na boca como um sorvete !... Agora, minha cara, só eu mesmo me dispondo a fazê-la porque a patroa não fará mais . Eu tenho duas opções: viver de saudades ou fazê-la eu mesmo, treinando um pouquinho, porque ,  pão e macarrão , eu sei fazer e a massa é a mesma...embora distintas para cada um dos produtos.

Bem, eu acho que por hora é suficiente para você se distrair. No entanto, nem por isso, pizza vai deixar de ser pizza e isso é com a turma de Brasilia.
Salvador, 21.09.2013.                                                                             Sarnelli
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O quase flagrante da D.Florinda


Foto colocada apenas para ilustrar a postagem. Nada a ver com a historinha...
Eu os fotografei do páteo da minha casa , passeando pelos fios. Por falta de " habitat",  eles invadiram a cidade!
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 Num dos mails que costumo trocar com uma amiga , ela me contou a seguinte historinha, fruto de uma brincadeira armada por amigos numa situação meio complicada.
Conta ela , como recordação de infância :Eheheheh  Vamos à uma historinha, lembrança de meus dias de menina? Pois bem... Esta amiga que me mandou as fotos que estão no anexo,  morava ao lado da casa em que me criei. Éramos amigas de escola e vizinhas, e a casinha de madeira em que ela morava era dos meus pais, que alugavam aos pais dela.  Apesar de sermos pobres, éramos uma das raras famílias a ter televisão. Então, aos domingos à noite, as famílias amigas de meu pai e de minha mãe iam lá para casa, assistir televisão - a famosa "Luta Livre", onde tudo era combinado, mas só o fato de passar na TV preto e branco ,  encantava a todos. A reunião costumeira dos tele-vizinhos que se fazia na época em que as primeiras televisões iam sendo instaladas nas casas, acrescento eu . Quém se lembra do tele-catch com Ted Boy Marino, recentemente falecido ?  Mas, vamos em frente . A mãe da minha amiga chamava-se Dona Florinda. 
Era uma mulher grande, opulenta, que trabalhava em uma fábrica na nossa cidadezinha .. Muito caprichosa, com a casa e consigo mesma, estava sempre bem arrumada, perfumada, usando batom. Era um mimo !  Era, como se dizia, uma mulher "vistosa", chamativa , quase de fechar o comércio , como se dizia antigamente... Aos domingos, ela mandava o marido e a filha irem assistir tv lá em casa, e aproveitava para "organizar a casa para a semana", sem a família para entrar e sair . ficar perturbando e atrapalhando o trabalho que seria feito sem intromissões e sem obstáculos a serem superados...

Pelo menos, era o que ela dizia.

Meu pai e alguns de seus "camaradas", entretanto, descobriram que , mal o pobre do marido se instalava lá em nossa casa, em frente à TV, o amante da Dona Florinda , que era patrão dela na fábrica ,  entrava pela janela, sempre indo embora antes que a Luta Livre encerrasse. Então, numa noite, meu pai e demais camaradas fizeram uma brincadeira, que foi devidamente combinada com um dos amigos que, propositadamente, chegaria atrasado para assistir a Luta Livre.  Iniciou-se a sessão de tv, e um dos amigos chegou "atrasado", correndo,  com ares de assustado  e avisou:
 -  "Jorge , corre que tem ladrão na tua casa! Eu vinha vindo para cá e vi um homem pular a janela, na tua casa! "

Pobre do seu Jorge ,   quase teve um piripac, e dizia: "E agora? A Florindinha está sozinha em casa!!!" Meu pai e os "amigos" disseram: "Vamos lá pegar ele". E saíram correndo, fazendo uma algazarra danada! O seu Jorge gritava:

- " Florinda “, cuida que entrou ladrão aí!". Bem, claro que os demais faziam todo o barulho do mundo para dar tempo de o amante  da Dona Florinda fugir. E ele, de fato, saiu pela janela dos fundos, carregando a roupa no braço, e sumiu - correndo pelo banhado que havia ali e, depois, sumindo pelo meio do "potreiro" ou seja, pelo meio do pasto, desaparecendo entre o mato , carregando as vestes que não tivera tempo de vestir.

A dona Florinda , branca de dar dó com o susto e o medo do flagrante , abriu a porta, e , cara de pau ,  sustentou a mentira:  disse que estava mesmo trocando a roupa e pondo a roupa , se preparando para  dormir, e então ouviu alguém entrar;  Aí , ficara trancada no quarto, com medo. Mas que o "ladrão" saíra pela janela.
 E assim terminou a noite: seu Jorge  ficou em casa, cuidando da  sua amada e fiel “ Florindinha “ , e meu pai e os camaradas voltaram para minha casa, onde riam de dobrar-se ao meio, lembrando da corrida desabalada do "ladrão", que tivera que sair às pressas, através da  janela pela  qual entrara  ,  atravessar um riacho de quatro metros de largura , existente no fundo do quintal , com água pela cintura, correndo  pelado e com as roupas nos braços em direção ao mato... !
Claro que esta história nunca foi contada à minha amiga ... que nunca, portanto, ficou sabendo da armação . O fato é que o “ ladrão , que costumava entrar pela janela e fugir por ela, nunca mais apareceu...D.Florinda ficou na dela e nunca mais se falou no assunto  !

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Uma crônica de Reinhard Lackinger






Carta aberta para os médicos estrangeiros

 
Aposto que quem já se viu na condição de estrangeiro, já sofreu algum tipo de agressão xenofóbica!
 

Pode ser que haja mais xenofobia em países cujo povo se sente superior aos demais e menos em países de grande mistura étnica!
Se isso fosse verdade, não haveria xenofobia no Brasil!

Vejamos, vivo no Brasil há mais de 40 anos e até já me esqueci que sou estrangeiro!
 

Volta e meia ,porém,  há quem me lembre de minha condição de estrangeiro!

Já pensei muito sobre isso!
 

Desde que cheguei no Brasil vivo apenas do meu trabalho!
Mesmo trabalhando honestamente e conspirando a favor do Brasil, a gente nem sempre agrada a todo mundo.
 

Há expressões xenofóbicas explícitas como: "volta para tua terra"! e outras veladas, que só podem ser sentidas através "do gelo" que se toma, da exclusão, da segregação ...

Foi a condição de taverneiro austríaco que me fez enxergar e isolar os "xenofobistas militantes e juramentados", com diria Odorico Paraguaçu!
Cheguei à conclusão de que pessoas xenófobas são "low profile", indivíduos de auto-estima baixa, derrotados, frustrados, com ódio da humanidade, querendo que todo mundo se dane, assumindo uma postura pessimista, limitando-se a esculhambar tudo e a todos!

Com Brasileiros de auto-estima elevada, viajada e intelectualmente bem dotada eu nunca tive problema algum por ser estrangeiro!

Pensando bem, até com gente - momentaneamente - de baixo astral, tentando esculhambar a nossa taverna temática, transformando o nosso "sacrossanto" Bistrô PortoSol num botequim de quinta categoria, me mandando voltar à Áustria, não tenho tido nenhum problema sério.

O mais importante de meu estudo um tanto empírico é que ninguém "É" xenofóbico e sim "ESTÁ" xenofóbico!
 

Nada que uma interação sadia, uma troca bem humorada texto não resolva!

Reinhard Lackinger


Postado com autorização do autor , o austríaco mais baiano que conheço !

domingo, 18 de agosto de 2013

Sobre o cadastramento e recadastramento dos imóveis em Salvador

Este é um assunto que está na ordem do dia , que não agrada em nada a população. Aliás, como é costume, tudo que se faz, é contra ela. Não que a população seja contra o " cadastramento" , que deve ser feito. Eu disse cadastramento .  É necessário tirar muita gente da moita e fazer com que pague o seu tributo se quiser ter uma cidade decente no lugar de se esconder e ainda exigir serviços do poder público, para o qual não contribui. Coloco em relevo que me referi ao cadastramento , e não ao " recadastramento " , algo totalmente descabido e projetado sem o menor respeito ao contribuinte zeloso das suas obrigações. Prova de vida , eu faço perante o meu banco para receber a minha aposentadoria , uma vez por ano, mas os imóveis inscritos, estão aí,  ou teriam sido baixados , como eu o serei um dia...! Não é necessária muita inteligência para sabermos que a prefeitura busca um objetivo. Aumentar a sua renda. Justo .Esperamos apenas que o novo IPTU seja valorizado com um critério lógico , e que o aumento não seja exagerado ao ponto de a população não suportar.Esperamos que os novos valores não sejam um assalto , e que a medida não seja aquela de 8 para 80 . É preciso haver um critério justo .  Caso contrário, seria, então,  pior a emenda que o soneto !
Então, é chegada a hora de a Prefeitura colocar a sua força de trabalho atrás do pessoal que anda amoitado, porque , se ela espera que , quem não se declarou até hoje , o faça por causa da campanha , sofrerá uma tremenda desilusão ! Quanto aos contribuintes regularmente inscritos, espera-se que sejam tratados com urbanidade e que a nova mordida não seja exagerada,  porque , entre os três governos aos quais estamos submetidos, já estão levando uns 4/5 meses de salários por ano, além da inflação que está em cada gôndola de supermercado ou balcão de vendas na cidade. Além do mais, para concluir, sabemos que há cerca de 600 mil contribuintes inscritos no cadastro imobiliário ,  que são conhecidos e eu, pessoalmente, considero um absurdo o tratamento que lhes está sendo dado e de exigir-se não apenas o recadastramento , como também uma papelada enorme que, ainda por cima ,  terá que ser encaminhada à prefeitura de algum modo , mas  será inócua, não servirá para coisa alguma! Certamente será jogada numa sala para ninguém ver, criando uma montanha de lixo ! No entanto, essa bolação nada criteriosa, incomoda a nada menos  que 600 mil pessoas , eu disse seiscentas mil pessoas ,  que têm o que fazer  e provoca custos . e perda de tempo precioso.  No caso, bastaria , para sermos práticos , efetuar o reajuste e pronto. Fácil, não ? Vamos fazer uma conta simples : se os 600 mil contribuintes enviarem cada um , um envelope, sem dobrar,  conforme recomendação, contendo apenas 6 folhas de papel , quantas folhas chegarão às dependências da Sefaz ? É só fazer a conta ! É muito papel, gente, para poucos fucionários...
E que tal correr atrás daqueles 400 ou 500 mil que se colocaram à sombra ? 600 mil  contribuintes já estão garantidos e são velhos conhecidos ! 
Aí, é mais fácil prever que a iniciativa não apenas causará uma série de problemas , polêmicas e nenhum resultado prático esperado , tornando-se impraticável.,, Um tiro no escuro !
O que os contribuintes inscritos não desejam, certamente, é pagar por aqueles que andam na sombra. Querem , certamente, contribuir com a sua parte, mas que seja justa.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A eficiência da Embasa ( e da Coelba ) -

 
 

Quando a gente menos espera , descobre que há repartições que funcionam com uma grande eficiência !
 
É o caso da EMBASA ...
 
Hoje fui surpreendido por uma novidade e, quando fui verificar, constatei que a Embasa, diligentemente, simplesmente , trocou o meu hidrômetro e foi embora, deixando tudo sujo e o outro novinho em folha, no lugar do antigo , como pode ser visto nas fotos !!
 
Diabo, o que teria acontecido para que me trocassem o hidrômetro ? Eu não havia feito solicitação alguma; não havia vazamento ... Estranho,  quando algo funciona sozinho . O que estamos acostumados, é ver que nada funciona !  Mas, como tudo tem uma história, descobri o mistério...
 
De há muito que diminuí consideravelmente o meu consumo de água , fato que me favorece na cobrança da taxa de esgoto que é de 80% do valor da agua consumida.
 
Este mês consumi apenas 10 m3 de água , como pode ser visto na cópia do boleto , pagando apenas R$ 34,92 . Tem muito tempo que venho conseguindo a redução do consumo que está quase que estabilizado nos 10m3 . Raramente tenho alto consumo... Entre troca de lâmpadas , aparelhos de menor consumo , geladeira , principalmente,  a não utilizaçao de ar condicionado e mais uma ajudazinha de São Pedro , realizo o milagre de conseguir uma fatura reduzida, ainda mais porque aqui em casa a população  diminuíu. Não pense que só tomamos banho aos domingos...
 
Pois bem, o pessoal da EMBASA deve ter achado que o relógio estava com defeito e mandou trocá-lo ! Pessoal atento o da EMBASA,  mas não é só ela não ! Na casa de minha irmã , aconteceu  a mesma coisa,  com a COELBA , que apareceu por lá à procura de gatos, porque perceberam que o consumo da casa baixara demais.De fato, baixou, e muito! Troquei lâmpadas , eliminei diversos aparelhos de ar condicionado e outros de alto consumo . Quando o pessoal da COELBA chegou lá , no lugar de gatos, encontrou apenas o cãozinho de estimação...!
 
 
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

O que aconteceu com o busto do Almirante Tamandaré ?

 
 



O que aconteceu com o busto do Almirante Tamandaré ?


Estou grilado e incrédulo ,  nesta cidade onde coisas importantes não são levadas na devida consideração. Aqui , como diz o povão, vai tudo à " Migué"...

Me refiro ao patrimônio público e histórico , de um modo geral , com a manutenção totalmente abandonada. Faz pena olhar os monumentos espalhados pela cidade , relegados ao abandono , herança dos nossos antepassados , mas que ainda contam parte da história da Bahia e do Brasil ,  justamente no local onde o Brasil nasceu, na primeira capital do país... Tem coisas que não dão para entender, mas, vamos à história !

Todos os soteropolitanos conhecem o largo da Barra ( do Forte de Santo Antônio da Barra  , onde foi , posteriormente ,  instalado outro famoso cartão postal de Salvador ) , o Farol da Barra  , que se espalhou pelo mundo.

Num dos pontos mais bonitos de Salvador, onde a natureza e os homens concentraram tantas coisas, temos  o Forte de Santo Antônio da Barra , construído no promontório ali existente, sobre o qual está o farol , e bem  na posição da barra de entrada da Baía de Todos os Santos , e a própria Baía de Todos os Santos, com , ao fundo a Ilha e Itaparica, lembrando que , na Baía de todos os Santos, há pouco mais de 50 ilhas o que, na verdade, não vem ao caso , mas é bom ficar sabendo...

Temos, ainda ,  algo que eu considero uma maravilha e com o qual me identifico , pois o vi ser construído . A imponência e robusteza do Edifício Oceania , que, se não me engano começou a ser levantado em 1942 .

Havia, no local , bem ao lado do Ed.Oceania , em frente ao Farol da Barra , ao lado de um micro-posto que funciona no largo e ainda em frente ao Cabana da Barra, uma área protegida por um gradil circular, de ferro ,  e , no centro, um pedestal que ostentava o busto do ALMIRANTE TAMANDARÉ , patrono da marinha Brasileira , fundido em bronze.

Há uns três anos, por ocasião de um carnaval, o busto sumiu ! Diversas notas foram emitidas pelos blogs, iclusive no meu, denunciando o fato , mas autoridades ligadas ao setor, nenhuma delas chegou a se sensibilizar com o sumiço da obra de arte e a homenagem a um vulto histórico. Nada foi feito, a ferragem do gradil continuou a ser destruída pela marisia e ninguém parece  ter se dado conta do valor da obra  ou não lamentou a perda de um partrimônio artístico e histórico da cidade e do povo.  Está parecendo uma perda ,insignificante que não está sendo sentida e que não chega a incomodar a ninguém. Não sei dizer a quém pertence a obra,se ao governo do estado , à Prefeitura ou ao Comando do Distrito Naval. , mas é ou era um patrimônio da cidade, disto, não fica nenhuma dúvida . Apenas a certeza do abandono. Faz três anos , portanto, que o busto sumiu , não está mais no seu pedestal e ninguém está nem aí para  problema...

A minha avaliação, à esta altura do campeonato , é que  o metal já se transformou em fumaça de crack pela incúria das autoridades competentes , ou melhor , incompetentes e desinteressadas .

Nem ao menos se ouviu falar no assunto. A imprensa falada e escrita não tomou conhecimento e nem ao menos emitiu uma nota. Quem for ao Farol da Barra , é bom ir antes que o resto desabe,   vai ver o que as fotos estão mostrando. Estas fotos foram clicadas ontem na manhã do dia 24, por mim , que fui ao  local para ver como estava a situação. Decepção total, claro !

Sinceramente , é uma pena. É uma perda irrecuperável . Mesmo que uma nova peça seja fundida e agora  recomposto o local, não será a mesma coisa. A propósito, pela anotação constante na peça,em baixo relevo, a fundição foi feita no Rio de janeiro . Uma nova imagem ,que eu acho que deve ser providenciada, não deixará, no entanto , de representar mais um ônus para a cidade.Dinheiro  do povo que tomou o caminho do ralo...

Pois bem, num local privilegiado como esse, está acontecendo algo que não dá para acreditar.

O pior de tudo, é que o fato passou a ser um atestado da nossa incompetência ou desinteresse em conservar a cidade e o seu patrimônio. E depois se fala de turismo ! Pois sim !...

Lamentável !                                     Bartolo Sarnelli, Salvador, Bahia/Brasil
                                                                                                   24.07.2013. –

De Salvador,de onde nasceu o Brasil .



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domingo, 21 de julho de 2013

Uma historinha curta no tempo do fio de bigode .


 Uma visual da praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia - Imagem que nada tem a ver com o texto, presente aqui apenas para ilustrar  matéria.


Mande mesmo , para que eu possa circular entre os meus contatos. Uma verdadeira vergonha, não acha ? Falta de critério ou mesmo de vergonha na cara ? Mau caratismo da galera ? Que gente é essa, minha amiga ?Todo mundo querendo tirar vantagens e se aproveitando das posições que ocupam !...

Me lembrei de um fato e já que me lembrei , vou contar . Já não se fazem mais homens e amigos como antigamente. Salvador era uma cidade bem menor do que hoje. Quase todo mundo se conhecia, principalmente na zona do comércio. Todo mundo conhecia e se dava com todo mudo. Foi um tempo em que as pessoas se ajudavam até mesmo emprestando dinheiro aos amigos, na base exclusiva da confiança. Essa é a base da minha historinha. Meu pai havia tomado uma certa quantia a um vizinho de sala , de nome Biaggio Limongi,  um amigo de velhas datas ,  no comércio ( aqui a zona de comércio era e ainda é conhecida como " o comércio " ). - Meu pai chegou para o Limongi, como era conhecido (você sabe que o italiano se identifica mais pelo sobrenome ),  e lhe entregou um papel representando uma prova de que lhe devia uma certa quantia ... O Limongi leu, olhou para o meu pai e perguntou : o que é isso, Sarnelli ? Um documento, caso me aconteça alguma. coisa , para a minha família ficar sabendo...Caro Sarnelli , se lhe acontece alguma coisa ,eu perderei um amigo . E rasgou o papel , entregando os picadinhos para o meu pai.

Isso, foi naquele tempo em que valia o fio de bigode, a palavra do homem e todo mundo tinha vergonha na cara...


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